Pressupostos da PNL – 2

Hello everybody, what’s up?

Já tinha feito um post sobre os pressupostos da PNL, mas não são somente aqueles. Hoje vou falar um pouco mais sobre eles, até porque, em minha opinião, é um conjunto de valores que faz sentido e vale a pena assimilar. Eu uso na sala com os alunos e uso também no meu dia a dia.

 

Let’s get to it!

Mente e corpo formam um sistema único

Eu gosto muito desse pressuposto, ele pode ser aplicado em várias áreas. A saúde é uma delas, tal como mente sadia, corpo sadio. Porém aqui estamos focando no aprendizado e na sala de aula. Nossa mente e corpo estão ligados. Já comentei sobre isso num outro post, mas vou reforçar. Cabeça cheia, com mil pensamentos, preocupações, emocional abalado, ansiedade… Todas essas coisas influenciam no aprendizado. Nosso corpo não mente, ele demonstra tal como uma tela, nossas emoções, problemas, assuntos mal resolvidos, medos, inseguranças. Ele demonstra seja através da postura que andamos, sentamos, seja através de mal estar ou doenças. É como a tela de nosso computador.

Ok, e o que isso tem a ver com sala de aula? – Muita coisa. Conhecendo bem o aluno, posso perceber se ele está se sentindo seguro ou inseguro, se ele está com medo ou confortável na sala e durante um exercício observando a postura em que ele senta. Posso saber se está focado na aula ou com os pensamentos em outro lugar pelo olhar ou pela fisionomia e também pela postura. Dessa forma auxilio melhor os alunos durante a aula. Fazer essas observações em PNL se chama calibrar, e como nossa mente e corpo estão conectados, podemos aprender a fazer essa leitura. Faz toda a diferença.

Nossa energia flui para onde colocamos nossa atenção.

Esse é outro que eu também adoro. Tudo aquilo que colocamos foco e energia passa a ser nossa realidade. Eu tenho mais daquilo que eu dou mais atenção. Quem conhece um pouco de física quântica provavelmente já leu algo sobre isso.

Eu constantemente bato numa tecla aqui com a galera, que é tomar muito cuidado com a linguística. Com esses estudos que tenho feito, percebi o quanto isso é importante. Nossa mente funciona como um computador, sem filtro. Ali no nosso software não tem um programinha que seleciona suas frases e pensamentos como Bom ou Ruim. Portanto tudo aquilo que falamos ou pensamos com frequência e insistência, em algum momento se torna verdade.

Se colocarmos nossa atenção em dificuldades ou frases como: “Não consigo”, “Isso não entra na minha cabeça”, “Nunca vou chegar nesse nível”, “Nunca vou aprender isso ou aquilo”, “Eu tenho dificuldade”, “Isso é difícil demais”…. e tantas outras frases, estamos colocando foco, energia, atenção em frases que de tanto serem repetidas, internalizadas podem vir a ser reais. Não porque exista tal dificuldade ou impossibilidade, mas porque acreditamos que existe, porque colocamos foco e energia nisso.

Então eu insisto nessa questão por aqui. Seja observador de você mesmo, perceba que crenças você está criando para si, onde está colocando sua energia. Isso não é apenas para sala de aula, mas para qualquer área de nossa vida.

Se você continuar a fazer as coisas exatamente como sempre fez, continuará a obter os mesmos resultados.

Einstein já dizia que insanidade era sempre fazer as coisas do mesmo jeito e esperar resultados diferentes.

O aprendizado não é um caminho reto e sem lombadas. Professor e aluno precisam estar cientes de uma coisa importante: cada um tem seu sistema de aprendizado. Cada um vai aprender coisas novas num ritmo e jeito particular.

Por isso tentar, explorar novas ideias e novas possibilidades é importante. Se estudar de um jeito não está sendo muito produtivo, tente de outro. Se uma técnica não está gerando resultados, tente outra. Há inúmeras formas de se preparar uma mesma aula e de se estudar um mesmo assunto. Escrever, repetir, passar a limpo, ouvir, usar canetas coloridas, gravar a si mesmo falando… São tantas formas de praticar.

Usem esse pressuposto no aprendizado e no dia a dia. Se algo não está bom, mude. Mude o caminho que você faz para o trabalho ou para escola, mude o que você come no café da manhã, a música que você escuta no carro ou no celular, adote uma nova crença que você considere positiva e ponha energia nela. Às vezes mudar pequenas coisas no inicio pode levar a grandes mudanças mais tarde.

As pessoas reagem ao seu próprio mapa da realidade e não à realidade em si.

O que é esse tal de mapa hein? – Já falei algumas vezes sobre esses mapas.

Mapa é a forma como vemos a realidade, como experienciamos a realidade. Pode parecer estranho se alguém estiver pensando nisso pela primeira vez, mas vamos lá.

Vamos começar com algo simples. Você acha que todos enxergam as cores do mesmo jeito? Que todos sentem o mesmo gosto quando tomam café?

Talvez na minha ideia de realidade, uma determinada atitude seja normal e para outra pessoa seja absurda.

Nem sempre paramos para pensar que tudo aquilo que eu entendo por realidade é um conjunto de conceitos. As pessoas têm conceitos diferentes, portanto, vivem realidades diferentes.

Isso é verdade para o dia a dia e para o aprendizado, para a sala de aula.

Cada professor e cada aluno tem seu próprio mapa. Cada aluno vai vivenciar a mesma aula de um jeito próprio. Cada professor vai transmitir para os alunos seus próprios conceitos. Nesse caso, o certo e o errado, o melhor e pior, o bom e ruim podem se tornar relativos. Certo ou errado de acordo com o mapa de quem? Certo ou errado comparado com o que? Melhor ou pior de acordo com quais conceitos?

Essa lista de perguntas pode ir bem longe, mas acho que deu para entender.

Apenas tendo empatia podemos nos abrir para entender o mapa do outro e assim expandir nossos conceitos.

 

Tem mais alguns pressupostos, porém encerro esse post por aqui.

Deixo vocês para pensar nesses pressupostos e quem sabe, ter uma nova visão sobre ensinar e aprender.

E finalizo com uma citação que eu li recentemente e gostei muito.

 

” A convicção que se torna verdade para mim… é a que permite o melhor uso de minha força, o melhor meio de acionar minhas virtudes” – Andre Gide

Retirado do livro Desperte seu Gigante Interior – Tony Robbins.

 

Aline L. Defendi

 

 

 

 

 

 

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