Usando os pressupostos da PNL

Pressupostos da PNL

Aprendi sobre os pressupostos no primeiro módulo do curso de PNL. Achei esse conjunto de valores maravilhoso e assim que cheguei em casa, coloquei as frases na parede. Iniciei aquela semana de aula falando sobre esses pressupostos e explicando cada um deles e como podíamos aplicá-los na sala de aula e na vida pessoal.

No meu ponto de vista, esse conjunto de valores abre os horizontes para pensar e ver as coisas de uma nova forma e são aplicáveis em qualquer setor, seja trabalho, estudo, família, vida pessoal, etc.

Apesar de eu ter todos na parede da minha sala de aula, uso alguns deles com mais frequência. Quando algum aluno expressa dúvida em relação ao aprendizado, a limitações, erros ou dificuldades, eu uso as frases para mostrar que existe outra forma de ver as coisas.

Um dos pressupostos que mais uso é:

Não existem erros, apenas resultados.

É bem comum o medo de cometer erros em sala de aula, com relação à pronúncia, montagem da frase, uso da gramática, etc. Eu também já fui e sou até hoje aluna, eu entendo esse medo, essa ansiedade. Contudo ele pode acabar virando um trauma, um bloqueio dependendo da situação. Dessa forma eu uso esse pressuposto e procuro acalmar o aluno em relação a isso, encorajando-os a usar em sala o que já aprendeu sem medo de tentar fazer novas combinações ou “brincar” com o idioma. Os “erros” na verdade são oportunidades de aprendizado, de revisão, de descoberta. Eu creio que o mais importante é que a pessoa sinta que pode confiar no professor para usar o conhecimento já adquirido em sala sem ter a preocupação do julgamento. O aprendizado é um processo, é uma estrada, o avanço é passo a passo.

Outro Pressuposto que uso muito é:

Se uma pessoa é capaz de fazer uma determinada coisa, é possível modelá-la e ensinar outras pessoas a fazerem o mesmo.

E também:

As pessoas têm ou podem criar todos os recursos que necessitam para agir efetivamente.

Gosto de usar esses dois pressupostos para mostrar aos alunos que todos podem aprender; que eles já têm os recursos que necessitam para esse aprendizado, ou podem criar esses recursos. Não há limitações para o aprendizado a não ser aquele que nós mesmos colocamos. Sempre digo a eles que seus maiores obstáculos, não só em relação ao aprendizado de um idioma, mas na vida são suas crenças limitantes. É verdade que cada tem seu ritmo e seu tempo, mas todos podem aprender independente de idade ou qualquer outra coisa.

Outro pressuposto que gosto muito de usar em sala e na minha vida pessoal:

Cada um faz o melhor que pode, considerando o contexto e os recursos que tem naquele momento.

Acredito que esse pressuposto ajuda muito na questão do perfeccionismo. Temos a tendência de sempre achar que não fizemos o suficiente, que poderíamos ter agido de outra forma, feito melhor, ido mais longe, etc.

Geralmente esses pensamentos geram culpa e um turbilhão de pensamentos na cabeça. Por que não pensar que naquele momento, fizemos nosso melhor, considerando o que tínhamos em mãos, estado emocional, mental, e outras variáveis; e que em outra ocasião podemos fazer diferente?

Isso serve tanto para o professor quanto para o aluno. Às vezes o aluno pode achar que seu desempenho em determinada aula não foi o melhor, não fluiu, ou que ele estava travado, etc. Já expliquei em outro post que o estado emocional afeta o que acontece na aula, e tudo bem, o melhor foi feito com as condições do momento.

E tem outros pressupostos que eu também uso que colocarei em outro post.

Relembrando os pressupostos desse post:

Não existem erros, apenas resultados.

Se uma pessoa é capaz de fazer uma determinada coisa, é possível modelá-la e ensinar outras pessoas a fazerem o mesmo.

As pessoas têm ou podem criar todos os recursos que necessitam para agir efetivamente.

Cada um faz o melhor que pode, considerando o contexto e os recursos que tem naquele momento.

 

Para terminar, fragmentos de um texto do Osho sobre valores. O texto é grande então vou colocar aqui apenas partes.

“Uma coisa muito fundamental tem de ser lembrada: o homem é muito hábil em criar falsos valores. Os verdadeiros valores exigem a sua totalidade, requerem todo o seu ser; os falsos valores são muito fáceis de adquirir. Eles se parecem com os valores verdadeiros, mas não requerem a sua totalidade – apenas uma formalidade superficial.

Viver sua vida de acordo com o seu próprio coração, seguir as batidas do seu coração, penetrar o desconhecido, assim como uma águia que voa sob o sol em plena liberdade, sem conhecer limites… sem ser mandado. Viver de pura alegria. Pois esse é o verdadeiro exercício da espiritualidade de cada um.”

Osho em Intimidade

 

 

 

 

One response to “Usando os pressupostos da PNL

  1. Quantas vezes você já me disse:” Débora lembre-se não existe erros, apenas resultados” .. Acho isso fantástico porque mesmo tendo o conhecimento da veracidade destas palavras, é muito bom que estas sejam relembradas em momentos que elas passam despercebidas.

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